Professores da rede pública de ensino de Minas Gerais, em greve há exatos 63 dias, vão continuar longe das salas de aula. A decisão foi tomada nesta terça-feira (9) durante uma reunião no pátio da Assembleia Legislativa, no bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (SindUTE), a greve continua até a próxima terça-feira (16), quando acontece uma nova assembleia.
Assim que decidiram pela continuidade do movimento, a categoria saiu em passeata pelas ruas da capital. A expectativa é que os professores sigam em direção a Savassi. De acordo com a BHTrans, cerca de 600 professores participam do protesto.
Por volta das 17h15, os educadores estavam na avenida do Contorno com Olegário Maciel. O trânsito no local já apresenta lentidão e a retenção vai da avenida do Contorno até a Raja Gabáglia, no sentido Savassi. Os motoristas que puderem devem evitar a região.
Medidas
Também na tarde desta terça, a Secretaria de Estado de Educação divulgou uma lista de medidas para reduzir o impacto da greve. Segundo o governo, uma das medidas anunciadas é a contratação de 3 mil professores substitutos que lecionam para o 3º ano do Ensino Médio.
Logo após o anúncio, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (SindUTE) afirmou que vai recorrer da decisão, sob justificativa de que a contratação temporária é inconstitucional.
Nesta quarta-feira (10), representantes do sindicato, Ministério Público (MP) e Secretaria de Estado de Educação se reúnem, às 14h30, na sede do MP, para tentar chegar a um acordo o mais rápido possível.
Reivindicações
A principal reivindicação dos professores é o reajuste para atingir o piso salarial nacional de R$ 1.597 para uma jornada de 40 horas semanais. Atualmente, o piso é de R$ 369 para 24 horas por semana.
O impasse permanece entre a categoria e a Secretaria de Estado da Educação (SEE). O órgão afirma que o piso praticado é de R$ 1.187 para 40 horas semanais. No regime salarial de subsídio, em vigor atualmente, os professores recebem R$ 1.122 para de 24 horas semanais. A SEE entende o valor como sendo superior ao piso nacional, já que a carga horária é menor.
De acordo com a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, a paralisação atinge 18% das 3.777 escolas públicas estaduais: 2% estão totalmente paradas e outros 16% em paralisação parcial. Para o Sind-UTE/MG, a adesão é maior e atinge 50% das escolas, sendo que a adesão no interior do Estado vem crescendo.
CUT em Brasília
Amanhã dia 10 de agosto, dirigentes da CUT Nacional, estarão em Brasília com um agenda para debater diversos assuntos de interesse dos trabalhadores. A situação dos educadores em todo o Brasil será um dos assuntos em discussão. Para o dia 16 a CNTE da CUT Nacional convocou um Dia Nacional de Paralização pelo implantação do Piso Nacional de Salário. Segundo um dirigente sindical a postura de governadores como Anastasia, de Minas, que se recusa a negociar com os professores está conduzindo a greve da categoria para um perigoso impasse: este tipo de atitude apenas favorece a radicalização, disse.
Após uma trajetória dedicada à economia ecológica, à filosofia e à ciência política, o Theia Viva inicia uma nova fase. O blog passa a divulgar os Cadernos de Pesquisa em Psicanálise, com estudos sobre subjetividade, sofrimento psíquico e desafios clínicos contemporâneos. O percurso dialoga com Freud, Lacan, as tradições inglesas e autores que abrem novas fronteiras para a psicanálise.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Professores do Rio apostam na pressão sobre parlamentares.
Por: Maurício Thuswohl, para a Rede Brasil Atual
Rio de Janeiro – Sem que o governo e os líderes da categoria cheguem a um entendimento, a greve dos professores da rede pública estadual do Rio de Janeiro completou dois meses de duração no domingo (7). Desde a semana passada, com o fim do recesso escolar (e parlamentar), se iniciou uma nova fase da batalha política travada entre o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) e o governador Sérgio Cabral.
Além da ofensiva do governo, que obteve na Justiça o corte do ponto dos grevistas desde 1º de agosto, a pressão e as negociações saíram das ruas e ganharam também os gabinetes da Assembléia Legislativa (Alerj), onde deputados estaduais com interesses diversos examinarão a proposta de reajuste salarial enviada pela Secretaria Estadual de Educação.
A proposta do governo, entregue pelo secretário de Educação, Wilson Risolia, ao presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB), prevê um reajuste de 3,5% aos professores, além da antecipação da parcela anual de reajuste do Programa Nova Escola relativa a 2012. No total, já descontadas as perdas da inflação projetadas para o ano corrente, o aumento proposto pelo governo aos professores seria de 6%, retroativo a julho, e representaria um impacto de R$ 535 milhões na folha de pagamento do governo estadual. A proposta foi rechaçada de imediato pela categoria, que reivindica 26% de aumento salarial, entre outros itens, e realizará sua próxima assembléia na terça-feira (9).
Melo, um dos principais aliados de Cabral, enviou a proposta do governo diretamente ao plenário. Agora, o que se espera é a apresentação de emendas pelos deputados: "Nós estamos correndo os gabinetes, propondo aos deputados emendas que defendam as propostas do sindicato, entre elas o reajuste de 26%. Vários deputados assinaram essas e outras emendas. Alguns deputados disseram que qualquer emenda que represente uma melhoria na proposta do governo é positiva", relata Cláudio Monteiro, coordenador-geral do Sepe.
Em torno dessa questão, os deputados se dividem em três grupos. O primeiro, liderado pelo PMDB, fará a defesa incondicional da proposta do governo. Um segundo grupo reúne parlamentares de oposição que, aparentemente, apostam no acirramento da crise entre os professores e o governo como forma de enfraquecer Cabral. Por fim, um grupo de deputados composto basicamente por PT e PCdoB trabalha pela construção de uma proposta alternativa que possa redundar em um acordo entre o governo e a categoria.
Dirigentes do Sepe fizeram na semana passada uma reunião com a bancada do PT: "Os deputados petistas disseram que apresentar os 26% não iria adiantar nada porque essa proposta não sairia vitoriosa. Por isso, estavam pensando em uma proposta alternativa. Falou-se em uma proposta de reposição da inflação, que seria algo em torno de 6,7%, e também em antecipar mais uma parcela anual do Nova Escola, incluindo 2013", diz.
Monteiro admite que outras propostas também estão em discussão: "A proposta do sindicato, aprovada em assembleia, permanece a mesma, mas sabemos que possivelmente surgirão propostas alternativas. Vamos ouvi-las, pois entendemos que todas vêm no sentido de melhorar a proposta do governo", diz.
Sobre os apoios conquistados pelo Sepe entre os deputados da oposição, Monteiro usa de bom humor: "Alguns assinaram a proposta do Sepe, como Marcelo Freixo (PSOL), Janira Rocha (PSOL) e Paulo Ramos (PDT). A Clarissa Garotinho (PR) assina tudo a nosso favor e recebe todo mundo em seu gabinete.
Sabemos que tem essa gente toda e que são diferentes entre si, mas vamos ouvindo. Você quer apoio mais inusitado do que Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB)? Foi vice-governador de Macello Alencar, que arrasou o Estado, mas está fazendo discurso a favor dos professores e a gente aplaudindo e engolindo em seco".
"Recuperar em cinco anos"
Exemplo de deputado que compõe a base governista e pretende negociar uma saída entre governo e trabalhadores, Róbson Leite (PT) critica alguns de seus pares por tentarem se aproveitar da insatisfação dos professores para criar um clima de crise no governo: "Quero me valer do fato de ser um parlamentar de esquerda e integrante da base para construir junto ao governo uma alternativa. Como tem eleição no ano que vem, para muita gente, quanto pior, melhor", diz.
O deputado petista defende os professores, mas pede que o governo seja analisado com justiça: "Reconheço que a proposta do governo representa um avanço histórico em um aspecto, que é a valorização do pessoal administrativo e técnico, com mais de 100% de aumento em alguns casos. Trata-se de um grande avanço, pois esse congelamento vem desde a época do Marcello Alencar, passando pelos governos de Garotinho - que foi o grande irresponsável com a educação em nosso estado - e Rosinha. Nenhum desses governos chegou perto de fazer uma construção política como a que está se fazendo hoje", diz.
Leite afirma que, mesmo defendendo os avanços do governo, cabe ao PT trabalhar no futuro por um aumento mais significativo do nível salarial dos profissionais da educação no Rio de Janeiro: "É evidente que a bancada do PT quer avançar na relação com o profissional docente na sala de aula. Apresentamos a proposta de dar o IPCA acumulado nesses dois últimos anos (6,71%) e apontar para uma negociação com o governo, pois sentimos que há essa possibilidade. Há um esforço grande do governo, mas a gente precisa de mais. É fundamental que haja uma proposta de médio para longo prazo para recuperar nos próximos cinco anos essas perdas históricas dos professores que vieram se acumulando governo após governo".
Terceirizados
Cláudio Monteiro aponta outras questões em jogo na Alerj: "O governo quer criar uma nova carga horária de 30 horas, já seguindo o que o Supremo Tribunal Federal determinou: dois terços do tempo em sala de aula e um terço fora. O problema é que isso só iria valer para o cargo novo, não beneficiando as matrículas que já existem e só prevêem um quarto do tempo fora da sala de aula. Assim não dá. Queremos uma regra que valha para todo mundo", diz o coordenador do Sepe.
Outro problema é o excesso de funcionários terceirizados nas escolas da rede estadual: "Em relação aos terceirizados, temos aquela velha reivindicação por concurso público. A Comissão de Educação da Alerj tem nos dado bastante apoio e apresentou uma representação no Ministério Público cobrando a necessidade de concurso para substituição dos terceirizados.
O número de terceirizados é excessivo, comparado ao número pequeno de funcionários, sem falar que eles não criam identidade com a escola", diz Monteiro antes de acrescentar que, durante a greve, funcionários terceirizados têm sido "utilizados para ameaçar e barrar o sindicato" nas escolas.
Presidente da Comissão de Educação, o deputado Comte Bittencourt (PPS) afirma que a rede estadual de ensino conta atualmente com 13 mil trabalhadores terceirizados, a maioria ocupando cargos de vigias, merendeiras e faxineiras: "Os terceirizados custam mensalmente mais ao Estado (R$ 1,3 mil cada) do que os concursados que atuam nos mesmos setores e ganham salário de R$ 550,00", diz o deputado, ressaltando que o último concurso para a contratação de pessoal de apoio foi realizado em 1994.
Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/educacao/2011/08/professores-do-rj-em-greve-apostam-na-pressao-sobre-parlamentares
Rio de Janeiro – Sem que o governo e os líderes da categoria cheguem a um entendimento, a greve dos professores da rede pública estadual do Rio de Janeiro completou dois meses de duração no domingo (7). Desde a semana passada, com o fim do recesso escolar (e parlamentar), se iniciou uma nova fase da batalha política travada entre o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) e o governador Sérgio Cabral.
Além da ofensiva do governo, que obteve na Justiça o corte do ponto dos grevistas desde 1º de agosto, a pressão e as negociações saíram das ruas e ganharam também os gabinetes da Assembléia Legislativa (Alerj), onde deputados estaduais com interesses diversos examinarão a proposta de reajuste salarial enviada pela Secretaria Estadual de Educação.
A proposta do governo, entregue pelo secretário de Educação, Wilson Risolia, ao presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB), prevê um reajuste de 3,5% aos professores, além da antecipação da parcela anual de reajuste do Programa Nova Escola relativa a 2012. No total, já descontadas as perdas da inflação projetadas para o ano corrente, o aumento proposto pelo governo aos professores seria de 6%, retroativo a julho, e representaria um impacto de R$ 535 milhões na folha de pagamento do governo estadual. A proposta foi rechaçada de imediato pela categoria, que reivindica 26% de aumento salarial, entre outros itens, e realizará sua próxima assembléia na terça-feira (9).
Melo, um dos principais aliados de Cabral, enviou a proposta do governo diretamente ao plenário. Agora, o que se espera é a apresentação de emendas pelos deputados: "Nós estamos correndo os gabinetes, propondo aos deputados emendas que defendam as propostas do sindicato, entre elas o reajuste de 26%. Vários deputados assinaram essas e outras emendas. Alguns deputados disseram que qualquer emenda que represente uma melhoria na proposta do governo é positiva", relata Cláudio Monteiro, coordenador-geral do Sepe.
Em torno dessa questão, os deputados se dividem em três grupos. O primeiro, liderado pelo PMDB, fará a defesa incondicional da proposta do governo. Um segundo grupo reúne parlamentares de oposição que, aparentemente, apostam no acirramento da crise entre os professores e o governo como forma de enfraquecer Cabral. Por fim, um grupo de deputados composto basicamente por PT e PCdoB trabalha pela construção de uma proposta alternativa que possa redundar em um acordo entre o governo e a categoria.
Dirigentes do Sepe fizeram na semana passada uma reunião com a bancada do PT: "Os deputados petistas disseram que apresentar os 26% não iria adiantar nada porque essa proposta não sairia vitoriosa. Por isso, estavam pensando em uma proposta alternativa. Falou-se em uma proposta de reposição da inflação, que seria algo em torno de 6,7%, e também em antecipar mais uma parcela anual do Nova Escola, incluindo 2013", diz.
Monteiro admite que outras propostas também estão em discussão: "A proposta do sindicato, aprovada em assembleia, permanece a mesma, mas sabemos que possivelmente surgirão propostas alternativas. Vamos ouvi-las, pois entendemos que todas vêm no sentido de melhorar a proposta do governo", diz.
Sobre os apoios conquistados pelo Sepe entre os deputados da oposição, Monteiro usa de bom humor: "Alguns assinaram a proposta do Sepe, como Marcelo Freixo (PSOL), Janira Rocha (PSOL) e Paulo Ramos (PDT). A Clarissa Garotinho (PR) assina tudo a nosso favor e recebe todo mundo em seu gabinete.
Sabemos que tem essa gente toda e que são diferentes entre si, mas vamos ouvindo. Você quer apoio mais inusitado do que Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB)? Foi vice-governador de Macello Alencar, que arrasou o Estado, mas está fazendo discurso a favor dos professores e a gente aplaudindo e engolindo em seco".
"Recuperar em cinco anos"
Exemplo de deputado que compõe a base governista e pretende negociar uma saída entre governo e trabalhadores, Róbson Leite (PT) critica alguns de seus pares por tentarem se aproveitar da insatisfação dos professores para criar um clima de crise no governo: "Quero me valer do fato de ser um parlamentar de esquerda e integrante da base para construir junto ao governo uma alternativa. Como tem eleição no ano que vem, para muita gente, quanto pior, melhor", diz.
O deputado petista defende os professores, mas pede que o governo seja analisado com justiça: "Reconheço que a proposta do governo representa um avanço histórico em um aspecto, que é a valorização do pessoal administrativo e técnico, com mais de 100% de aumento em alguns casos. Trata-se de um grande avanço, pois esse congelamento vem desde a época do Marcello Alencar, passando pelos governos de Garotinho - que foi o grande irresponsável com a educação em nosso estado - e Rosinha. Nenhum desses governos chegou perto de fazer uma construção política como a que está se fazendo hoje", diz.
Leite afirma que, mesmo defendendo os avanços do governo, cabe ao PT trabalhar no futuro por um aumento mais significativo do nível salarial dos profissionais da educação no Rio de Janeiro: "É evidente que a bancada do PT quer avançar na relação com o profissional docente na sala de aula. Apresentamos a proposta de dar o IPCA acumulado nesses dois últimos anos (6,71%) e apontar para uma negociação com o governo, pois sentimos que há essa possibilidade. Há um esforço grande do governo, mas a gente precisa de mais. É fundamental que haja uma proposta de médio para longo prazo para recuperar nos próximos cinco anos essas perdas históricas dos professores que vieram se acumulando governo após governo".
Terceirizados
Cláudio Monteiro aponta outras questões em jogo na Alerj: "O governo quer criar uma nova carga horária de 30 horas, já seguindo o que o Supremo Tribunal Federal determinou: dois terços do tempo em sala de aula e um terço fora. O problema é que isso só iria valer para o cargo novo, não beneficiando as matrículas que já existem e só prevêem um quarto do tempo fora da sala de aula. Assim não dá. Queremos uma regra que valha para todo mundo", diz o coordenador do Sepe.
Outro problema é o excesso de funcionários terceirizados nas escolas da rede estadual: "Em relação aos terceirizados, temos aquela velha reivindicação por concurso público. A Comissão de Educação da Alerj tem nos dado bastante apoio e apresentou uma representação no Ministério Público cobrando a necessidade de concurso para substituição dos terceirizados.
O número de terceirizados é excessivo, comparado ao número pequeno de funcionários, sem falar que eles não criam identidade com a escola", diz Monteiro antes de acrescentar que, durante a greve, funcionários terceirizados têm sido "utilizados para ameaçar e barrar o sindicato" nas escolas.
Presidente da Comissão de Educação, o deputado Comte Bittencourt (PPS) afirma que a rede estadual de ensino conta atualmente com 13 mil trabalhadores terceirizados, a maioria ocupando cargos de vigias, merendeiras e faxineiras: "Os terceirizados custam mensalmente mais ao Estado (R$ 1,3 mil cada) do que os concursados que atuam nos mesmos setores e ganham salário de R$ 550,00", diz o deputado, ressaltando que o último concurso para a contratação de pessoal de apoio foi realizado em 1994.
Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/educacao/2011/08/professores-do-rj-em-greve-apostam-na-pressao-sobre-parlamentares
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
APOLOGIA DE SÓCRATES - Platão e a greve de fome das professaras de Ipatinga (MG)
Acabo de ler um comunicado no Portal Vi o Mundo informando que professoras de Ipatinga (MG), em um ato limite, pelo descaso da administração pública nos pleitos dos educadores por melhores condições de trabalho, resolveram entrar em GREVE DE FOME. Sem dúvida um ato de despero daqueles que percebem a total insensibilidade dos nossos governantes e colocam a própria vida como último recurso na busca da verdade. Em seu Blog a coordenadora estadual do Sind-UTE-MG, Beatriz Cerqueira faz o seguinte comentário:
APOLOGIA DE SÓCRATES, escrito por Platão. Eis abaixo o texto dos nossos comentários:
Desta forma ter Paulo Freire e os escritos de Platão como referência nos auxilia em perserverar na construção de uma sociedade justa. Talvez este seja um dos nossos maiores desafios hoje: re-humanizar os espaços em que vivemos como prática liberdade, iniciando com o próprio espaço das escolas em que lecionamos.
No momento é difícil avaliar as consequências do corajoso ato das colegas de Ipatinga, mas sem dúvida temos um responsável: o descaso da administração pública com a educação.
Frederico Drummond - Professor de Filosofia
Este ato das professoras de Ipatinga nos traz à lembrança uma de nossas aulas de filosofia sobre o texto"Desde o anúncio de que as diretoras do Sind-UTE/MG – subsede de Ipatinga, Cida Lima e Feliciana Saldanha iniciaram uma ‘GREVE DE FOME’ contra o descaso da administração municipal com a Educação, seus profissionais, pais, mães e alunos, tem ouvido diversas análises e indagações. A principal delas tem relação com os efeitos desse ato. Os questionamentos são decorrentes da constatação do assombroso grau de irresponsabilidade política e da falta de sensibilidade da administração municipal com as demandas populares. Além disso, a sociedade capitalista vê sempre a vida como um ato de sobrevivência, o trabalho como batalha para ganhar o pão e a relação humana como concorrência. Numa cultura assim, a luta coletiva e a busca do bem comum parece ser mais do que utopia. Parece ingenuidade, falta de maturidade política.(...)" - http://blogdabeatrizcerqueira.blogspot.com/
APOLOGIA DE SÓCRATES, escrito por Platão. Eis abaixo o texto dos nossos comentários:
(...) Amor é compromisso
com algo mais terrível do que o amor?(...)
(Poema: Mineração do Outro – Carlos Drummmond de Andrade)
Um texto escrito por Platão citando outro filósofo paradigmático e, que independentemente de ter sido historicamente real, é tão real quanto a força dramática do trecho do poema de Drummond de Andrade transcrito acima.Assim podemos dizer de nossos colegas educadores.Uma luta que se iniciou (e continua) pelo cumprimento de uma Lei Federal pelo governo de MG, na implantação do Piso Nacional de Salário, hoje vai além disto. A luta de todos nós alcançou a dimensão que que nos ensina Paulo Freire, educador que anda meio esquecido das atuais gerações, como prática de educação para a liberdade:
Qual a essência da “Apologia”? – De uma forma quase grosseira, diria que a obra é um libelo em defesa da Verdade. Mas de que verdade estamos falando, uma vez que esta verdade é um compromisso com uma coerência, daquilo que Sócrates tinha como mais valioso que a própria vida. A Verdade pode ser terrível? Sem dúvida e, nesta medida, ela chega ser “não humana”; ela é divina. É uma medida da dimensão absoluta de Deus, assim como acreditava Sócrates.
Sendo acusado de subverção e de ateísmo, Sócrates é levado a julgamento e finalmente, condenado à morte.
Na Apologia Platão pretende reproduzir a defesa de Sócrates perante seus acusadores e sua postura perante a sentença.
Para Sócrates, ao acusá-lo, seus juizes praticavam um ato ignóbil, injusto e maldoso. Cabia a Sócrates através dos seus argumentos impedir seus juizes de cometer uma maldade; esta era o sentido de sua defesa. Sócrates não receava sua condenação; mas sendo condenado, não teria sido capaz de impedir os seus juizes de alcançar a verdade.
"Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda."
Desta forma ter Paulo Freire e os escritos de Platão como referência nos auxilia em perserverar na construção de uma sociedade justa. Talvez este seja um dos nossos maiores desafios hoje: re-humanizar os espaços em que vivemos como prática liberdade, iniciando com o próprio espaço das escolas em que lecionamos.
No momento é difícil avaliar as consequências do corajoso ato das colegas de Ipatinga, mas sem dúvida temos um responsável: o descaso da administração pública com a educação.
Frederico Drummond - Professor de Filosofia
Governo de MG e o salário dos professores: contra fatos (contracheques)...mais mentiras.
São Paulo – Os professores da rede pública estadual de Minas Gerais publicaram seus holerites para demonstrar o pagamento de valores inferiores ao piso salarial nacional, determinado pelo Ministério da Educação (MEC). A publicação serve como prova do descumprimento, pelo governo mineiro, da lei do piso do magistério, dizem os docentes. Eles são contrários a subsídios na remuneração, porque mascaram os vencimentos básicos como de um profissional de nível médio, de R$ 369,89 reais para 24 horas semanais. A greve da categoria no estado foi declarada em 8 de junho em razão da não implementação do piso e, sem negociações concretas, continua por tempo indeterminado.
A exposição dos holerites ocorre em resposta à campanha recente do governo, comandado por Antonio Anastasia (PSDB), que sugere que os pagamentos estão acima do piso. Os professores ainda recebem no modelo de remuneração por subsídio, prevista para agentes políticos e facultado aos servidores de carreira. Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sindute), o governo agrega todas as parcelas remuneratórias como pagamento.
A coordenadora do Sindute, Beatriz Cerqueira, explica o modelo. "Se sou regente, a minha gratificação é de regência. Se dou aula à noite, ganho adicional noturno. Em local perigoso, ganho adicional de periculosidade. Eles juntam tudo e transformam em parcela única", diz. "Estamos falando em total de remuneração. Para chegar ao valor total, é preciso juntar todas estas parcelas, sejam elas temporárias ou permanentes."
O vencimento básico de uma professora pública pós-graduada identificada como Darci, que trabalha na rede pública mineira há 25 anos em dois cargos, é de R$ 550,53 (para cada jornada de 24 horas). Com todos os benefícios e gratificações, a renda total da educadora é R$ 2.308. Mas, contabilizando os descontos com contribuições e corte do ponto com as faltas da greve, o líquido apresentou R$ 418,79 em julho.
Por meio de assessoria, a Secretaria Estadual de Educação (SEE) argumenta que os grevistas reivindicam salário de R$ 1.597 (valor recomendado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação - CNTE), mas que somente o MEC pode regulamentar o valor, que é de R$ 1.187,08 para nível médio em jornada de 40 horas. O governo afirma que paga o valor aos servidores da educação desde janeiro. O menor valor pago (proporcional à jornada de 24 horas semanais), seria R$ 1.120.
Questionada sobre os holerites apresentados, a SEE afirmou que "alguns professores optaram por decisão pessoal não modificar o modelo da remuneração", permanecendo no anterior à janeiro. Segundo o órgão, as folhas de pagamento publicadas não correspondem aos salários com a implementação do piso. O método não convencional teria sido opção oferecida pelo governo de Minas.
A afirmação foi rebatida por Beatriz. Ela frisa que, segundo o Diário Oficial, a SEE recebeu mais de 70 mil retornos pedindo pelo piso nacional. "Estamos orientando a categoria desde abril para que elas saiam do subsídio. Ele descaracteriza a carreira e trouxe nivelamento", afirmou. No atual método, um professor com mais de 20 anos de carreira recebe o mesmo vencimento básico que um novato.
Os professores têm até a próxima quarta-feira (10) para encaminhar à Secretaria de Educação sua opção pela forma de remuneração. A articulação do Sindute é para que o vencimento básico seja alterado para o piso nacional, considerada a melhor opção pela categoria.
Segundo a entidade, a paralisação da categoria no estado é superior a 50%. O governo estima que cerca de 3% das escolas estejam paradas e que 17% tenham aderido parcialmente ao movimento grevista.
Fonte:http: //www.redebrasilatual.com.br/temas/trabalho/2011/08/em-mg-professores-denunciam-descumprimento-da-lei-do-piso
A exposição dos holerites ocorre em resposta à campanha recente do governo, comandado por Antonio Anastasia (PSDB), que sugere que os pagamentos estão acima do piso. Os professores ainda recebem no modelo de remuneração por subsídio, prevista para agentes políticos e facultado aos servidores de carreira. Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sindute), o governo agrega todas as parcelas remuneratórias como pagamento.
A coordenadora do Sindute, Beatriz Cerqueira, explica o modelo. "Se sou regente, a minha gratificação é de regência. Se dou aula à noite, ganho adicional noturno. Em local perigoso, ganho adicional de periculosidade. Eles juntam tudo e transformam em parcela única", diz. "Estamos falando em total de remuneração. Para chegar ao valor total, é preciso juntar todas estas parcelas, sejam elas temporárias ou permanentes."
O vencimento básico de uma professora pública pós-graduada identificada como Darci, que trabalha na rede pública mineira há 25 anos em dois cargos, é de R$ 550,53 (para cada jornada de 24 horas). Com todos os benefícios e gratificações, a renda total da educadora é R$ 2.308. Mas, contabilizando os descontos com contribuições e corte do ponto com as faltas da greve, o líquido apresentou R$ 418,79 em julho.
Por meio de assessoria, a Secretaria Estadual de Educação (SEE) argumenta que os grevistas reivindicam salário de R$ 1.597 (valor recomendado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação - CNTE), mas que somente o MEC pode regulamentar o valor, que é de R$ 1.187,08 para nível médio em jornada de 40 horas. O governo afirma que paga o valor aos servidores da educação desde janeiro. O menor valor pago (proporcional à jornada de 24 horas semanais), seria R$ 1.120.
Questionada sobre os holerites apresentados, a SEE afirmou que "alguns professores optaram por decisão pessoal não modificar o modelo da remuneração", permanecendo no anterior à janeiro. Segundo o órgão, as folhas de pagamento publicadas não correspondem aos salários com a implementação do piso. O método não convencional teria sido opção oferecida pelo governo de Minas.
A afirmação foi rebatida por Beatriz. Ela frisa que, segundo o Diário Oficial, a SEE recebeu mais de 70 mil retornos pedindo pelo piso nacional. "Estamos orientando a categoria desde abril para que elas saiam do subsídio. Ele descaracteriza a carreira e trouxe nivelamento", afirmou. No atual método, um professor com mais de 20 anos de carreira recebe o mesmo vencimento básico que um novato.
Os professores têm até a próxima quarta-feira (10) para encaminhar à Secretaria de Educação sua opção pela forma de remuneração. A articulação do Sindute é para que o vencimento básico seja alterado para o piso nacional, considerada a melhor opção pela categoria.
Segundo a entidade, a paralisação da categoria no estado é superior a 50%. O governo estima que cerca de 3% das escolas estejam paradas e que 17% tenham aderido parcialmente ao movimento grevista.
Fonte:http: //www.redebrasilatual.com.br/temas/trabalho/2011/08/em-mg-professores-denunciam-descumprimento-da-lei-do-piso
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Face a intolerância do governo Anastasia (MG), professores decidiram hoje, 3 de agosto, prosseguir greve
Cerca de 6 mil trabalhadores decidiram hoje (03/08), em Assembleia estadual, no Pátio da ALMG, em Belo Horizonte, que a greve da educação continua por tempo indeterminado. A decisão é uma resposta da categoria ao governo de Minas, que insiste em não abrir negociações.Fonte: http://www.sindutemg.org.br/novosite/index.php
O Sindicato orienta a categoria a fazer a opção pela remuneração na forma de vencimento básico e o prazo dado pelo governo para essa decisão vai até o dia 10 de agosto.
“O Governo de Minas Gerais continua intolerante e irredutível na negociação com os trabalhadores em educação, em greve desde o dia 8 de junho. A categoria exige implantação do Piso Salarial Profissional Nacional, PSPN. Trata-se da Lei Federal 11.738/2008 e por isso a greve continua”, afirma a coordenadora geral do SInd-UTE/MG, Beatriz Cerqueira.
Após a Assembleia Estadual, os trabalhadores em educação seguiram em passeata até o centro de Belo Horizonte, para um Ato Público em Defesa do Piso Salarial, nas escadarias da Igreja São José, com a presença de várias entidades, entre elas: Ordem dos Advogados do Brasil/MG (OAB); Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais; Regional Leste II da CNBB; Ordem dos Frades Carmelitas; Conferência dos Religiosos do Brasil; Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST); Central Única dos Trabalhadores (CUT); Sindicato dos Eletricitários; Sindicato dos Auditores Fiscais (Sindfisco/MG); Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE); Internacional da Educação (IE); Associação Metropolitana de Estudantes Secundaristas (AMES).
Calendário de Mobilização
09/08 – Assembleia Estadual no Pátio da ALMG
11/08 – participação de audiência em Janaúba, duante o Fórum Técnico de Segurança Pública.
12/08 – Atividade docente em Araxá.
16/08 – Paralisação Nacional – Jornada Nacional pelo Piso, Carreira e PNE (em Brasília)
Reivindicações
Os trabalhadores em Educação reivindicam o imediato cumprimento do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), que regulamenta o Piso Salarial, que hoje é de R$ 1.597,87, para uma jornada de 24 horas e ensino médio completo. Minas Gerais paga, hoje, o Piso de R$ 369,00 que, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores (CNTE), é considerado o pior Piso Salarial dos 27 estados brasileiros.
A direção do Sind-UTE/MG denuncia que o Estado não investe significativamente em um serviço essencial para o desenvolvimento social e rebate as acusações e inverdades amplamente divulgas em toda a mídia.
Em respeito à verdade: o nosso contracheque
O Sindicato afirma que o Governo de Minas não paga o Piso Salarial, apesar de articular uma estratégia para confundir a sociedade, desmoralizar a categoria e, com isso, não realiza a negociação do cumprimento da Lei Federal que institui o Piso Nacional.
"A melhor prova de que o governo não paga o Piso Salarial é o
contracheque de cada trabalhador”, afirma a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira.
Professores de Minas publicam contracheques para provar que estado é PSDB*
Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/professores-de-minas-publicam-...* PIOR SALÁRIO DO BRASIL
por Luiz Carlos Azenha
Depois de uma campanha midiática em que o governador Antonio Anastasia sugeriu que os professores em greve estavam mentindo sobre os salários pagos a eles pelo governo de Minas Gerais, os profissionais de Educação do estado decidiram publicar os contracheques e encaminhar um kit-salário para os jornais e outros meios de comunicação do estado.
Conversei com Beatriz Silva Cerqueira, a Bia, do Sindicato Único dos Trabalhadores de Educação em Minas Gerais, o SINDUTE. E, pelo que ela contou, existe um tremendo esqueleto no armário do atual senador e provável candidato ao Planalto, Aécio Neves, esqueleto agora administrado por Anastasia: o choque de gestão.
Mas, antes do esqueleto, a greve: a paralisação atinge, por decisão da Justiça, apenas 50% dos 380 mil trabalhadores em educação de Minas, em todas as regiões do estado. Ela foi deflagrada, como a greve de Santa Catarina (onde os professores acreditam ter obtido uma importante vitória política), para garantir a implementação do Piso Salarial do Magistério, que é federal e foi considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal em abril deste ano (valor atual de R$ 1.187,00).
Hoje, em Minas, o professor que tem ensino médio ganha R$ 369,00 mensais de salário inicial; o professor com licenciatura plena, R$ 550,00.
Segundo Bia Cerqueira, este ano o governo Anastasia, a partir de uma lei estadual, decidiu aglutinar todas as parcelas que compõem o contracheque dos servidores em um subsídio, que os professores rejeitam considerar como piso salarial, mas sim o total da remuneração.
A adoção do subsídio, segundo Bia, provoca — entre outras coisas — o nivelamento da categoria entre os professores que tem 20 anos de carreira e os que estão começando agora. Uma situação parecida aconteceu em Santa Catarina.
A greve é por um piso salarial de R$ 1.597,00 para os professores de nível médio com jornada de 24 horas.
Bia Cerqueira diz que a política salarial de Minas Gerais em relação aos professores é de “controle” da remuneração, o que seria um dos princípios do “choque de gestão”, que começou a ser implantado pelo ex-governador Aécio Neves. “Você pode demorar 8 anos para começar a receber por uma pós-graduação que tenha feito, você pode demorar de 20 a 25 anos para receber por um mestrado”, ela exemplifica.
“O governo controla a remuneração [dos servidores] para que possa investir em outras áreas que dão retorno melhor para ele”, disse ela, provavelmente se referindo a retorno eleitoral.
Bia inicialmente não entendeu a minha piada: o choque de gestão, disse eu, teria sido de 220 volts, bem na veia do professorado!
Aliás, ela acredita que o tal choque fracassou redondamente. Três exemplos:
* Faltam 1,5 milhão de vagas no ensino básico em Minas Gerais;
* A média de escolaridade do mineiro é de 7,2 anos;
* No vale do Jequitinhonha, a média de escolaridade é de apenas 6,2 anos.
Além disso, o programa que é orgulho do atual governador, Antonio Anastasia, o Professor da Família, para dar apoio a alunos do ensino médio, é bastante precário.
* Por enquanto, atinge 9 dos 853 municípios de Minas Gerais, ou apenas 22 das 4 mil (eu disse quatro mil) escolas;
* Os professores contratados para implementar o programa, que visa dar aulas de reforço para alunos do ensino médio, têm formação de ensino médio, o que contraria a Lei de Diretrizes Básicas da Educação Nacional, que exige licenciatura plena.
"Os projetos não correspondem à realidade do estado de Minas Gerais”, diz ela.
Duas grandes dificuldades enfrentadas neste momento pelos grevistas: boicote ativo ou desprezo da mídia local e a postura do Poder Judiciário de Minas Gerais que, segundo a Bia, nunca decide em favor dos educadores.
Para ouvir a entrevista, clique abaixo:
Para acompanhar notícias da greve, vá ao site do SINDUTE.
Ou ao blog da Bia Cerqueira, aqui.
PS do Viomundo: Diante da denúncia dos professores em greve de que são muitas vezes desconhecidos pela mídia mineira, pedimos a nossos leitores que nos ajudem a disseminar este post e outras informações sobre a greve no twitter e nas mídias sociais. Agradecemos.
Para ler sobre a ilha de fantasia de Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro, clique aqui
Subscrevo: Frederico Drummond - professor de filosofia
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Para quem ainda tinha dúvidas sobre a verdade em relação ao Piso Salarial dos professores de Minas confira abaixo. Piso real - R$ 567,04
O colega de profissão Euler Conrado (http://blogdoeulerconrado.blogspot.com/) distribuiu cópía do seu contracheque onde aparece o valor real do Piso em MG: R$ 567,04.Durantes os últimos dias o Governo de Minas Gerais gastou uma fortuna com propaganda em TV e Jornais para convencer a população de que paga mais que o piso. Veja você mesmo quem está falando a verdade.
Frederico Drummond - professor de filosofia
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