sábado, 25 de julho de 2009

UMA GRANDE MOSTRA FOTOGRÁFICA DE QUIM DRUMMOND EM SETE LAGOAS - MG

CONGADEIROS

Registros do Congado de Sete Lagoas em algumas de suas manifestações pelas ruas da cidade. “Congadeiros é isso – O retrato do nosso povo”. Uma mostra que se caracteriza pelas cores acentuadas das vestes e adereços, movimentos, expressões, esperança e cânticos(ou lamentos?) de um grupo que vence o tempo e o espaço para realizar seu trabalho e mostrar sua arte. Apenas nesta sua frase podemos resumir o trabalho do fotógrafo: “Fotografar é muito mais que apertar um simples botão. É a percepção aguçada da realidade , é o olhar que vai muito além do convencional . É fazer história...”

Mostra de Fotografia e Projeto Viva Voz


A mostra de fotografia terá a sua abertura no dia 04 de agosto à 19:30 hs, na Casa da Cultura, permanecendo ate o dia 13 do mês. Na oportunidade será lançado o projeto Viva Voz, com apresentações da Guarda de Congo, grupos de folclore regionais e palestras sobre cultura popular, nos dias 04,06,10 e com encerramento nos dia 13 de agosto. Todo o evento tem o apoio cultural de Renato Gomes( incentivador e um dos idealizadores do Ponto de Cultura “Cecília Preta), Dalton Andrade(projeto Viva Voz) e Secretaria de Cultura e Comunicação Social. A exposição que tem como proposta apresentar em espaços itinerante, estará ainda aberta ao público no Casarão Inhô- Quim Drummond entre os dias 15 a 30 de agosto e na Faculdade Ciências da Vida, de 01 à 15 de setembro.

QUEM É QUIM DRUMMOND?

Joaquim Drummond Neto – Quim Drummond – www.quimdrummond.com.br, iniciou a profissão de fotógrafo ainda como funcionário do Banco do Brasil. Posteriormente, dedicou-se com exclusividade à fotografia, montando seu primeiro estúdio em sociedade com o irmão Paulo Drummond(hoje ator, diretor e fundador da Cia. Lúdica de Teatro – www.cialudica.com.br, em São Paulo), em Piracicaba(SP). Nessa ocasião, trabalhou em apresentações de ballet clássico e moderno no eixo Campinas –São Paulo(capital), tendo a oportunidade de fazer registros do Grupo de Dança Movimento no Teatro Municipal(SP).
De retorno à Minas, atuou como free-lancer em jornais de Sete Lagoas e da Capital, tendo registrado vários momentos de grande importância na cultura e na política. A greve dos trabalhadores da construção civil, que parou Belo Horizonte, a posse de Renato Azeredo como secretário de Governo de Tancredo Neves, as duas campanhas do candidato Lula em Sete Lagoas. Participou e registrou várias apresentações do Grupo de Teatro Cena Viva, criado pelos atores Carlos Lagoeiro(hoje na Holanda com o grupo teatral Munganga – www.munganga.nl/mambo) e Roberto Lima(já falecido).
Participou e registrou o projeto “Casarão de Quero”, movimento popular pelo tombamento do Casarão, hoje Centro Cultural Nhô Quim Drummond, e ainda documentou em PeB toda sua estrutura antes da reforma, trabalho que originou algumas exposições.
Quim Drummond atendeu também várias agências de publicidade em Belo Horizonte, entre elas a Setembro e a Skema Propaganda, esta, tinha como superintendente o jornalista e publicitário Marcio Vicente. Ainda em Belo Horizonte, trabalhou com o professor e chefe do Departamento de Comunicação da FAFI BH, Silvino de Castro, com quem teve a oportunidade de executar vários trabalhos na área de fotografia e cinema. Voltando em definitivo para Sete Lagoas, em 1982, com o irmão e também fotógrafo Leo Drummond criou o Photo Câmera, que além de trabalhos comerciais, como casamento, fotos publicitárias e aéreas, ministrava cursos de fotografia.
Ter como instrumento de denúncia, através da emoção e do conceito artístico da imagem, sempre foi a preocupação central do fotógrafo. Durante toda sua vida profissional fez da fotografia uma maneira de descrever sua visão sobre as diferenças sociais. Este sentimento estão expresso nas coletâneas “Sete Lagoas em Preto e Branco”e “Lugar Comum”, a primeira um paralelo entre construções de favela e mansões, imagens em preto e branco usando o recurso de alto contraste. A segunda, apresentada em BH, retrata o cotidiano de um prostíbulo.
Mais recentemente , Quim Drummond esteve por dez dias pelo interior do Maranhão, retratando o cotidiano do povo simples da região, que participa do “Projeto Abellhas Nativas” coordenado pela AMAVIDA – www.amavida.org.br e voltado para a preservação ambiental e geração de renda. Nesta viagem, coube a ele produzir um grande acervo de fotografias(inéditas) e fazer a direção do documentário “Caminhada da Colheita” (este com apoio da Fundação Banco do Brasil).

Um comentário:

Quim Drummond disse...

Valeu o post Fred, ficou bom demais.

Abraços

Quim