domingo, 27 de novembro de 2011

PT vai pedir cassação de Bolsonaro por homofobia contra a presidente Dilma.

A liderança do PT na Câmara dos Deputados anunciou nesta sexta-feira 25 que vai enviar uma representação ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa para pedir a cassação do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). O pedido baseia-se nas declarações consideradas preconceituosas feitas pelo deputado no plenário da Câmara um dia antes, quando ele sugeriu que a presidenta Dilma Rousseff seria homossexual e pediu que ela explicasse os motivos que a levam a defender as políticas federais contra a homofobia.


'Reincidente', Bolsonaro será alvo de representação na Comissão de Ética da Câmara. Foto: Brizza Cavalcante/Agência Câmara

“É um caso grave e merece a análise da Casa para a cassação do mandato. Ele é reincidente”, disse o líder petista na Câmara, deputado Paulo Teixeira (SP).

Em nota, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, repudiou a manifestação de Bolsonaro afirmando que ele agiu “com total desrespeito à pessoa da presidenta Dilma Rousseff”.

“O PT reafirma com orgulho suas bandeiras históricas contra qualquer tipo de discriminação e preconceito. Esta deve ser uma luta permanente de toda a sociedade que se queira democrática, tolerante e que respeite as diferenças, como, aliás, é da tradição cultural brasileira”, diz a nota.
O deputado Marcon (PT-RS) pediu para que a fala de Bolsonaro fosse retirada do site da Casa, o que acabou acontecendo. “O deputado é reincidente na quebra de decoro parlamentar. Está passando da hora de a Câmara adotar providências, dando um basta a essas agressões que não condizem com o processo civilizatório, com o papel de um parlamentar e tampouco com a democracia”, disse Marcon.

“O deputado direitista tem saudades dos anos de chumbo da ditadura militar e não se conforma com o fato de Dilma ser a comandante das Forças Armadas”, completou.
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/pt-vai-pedir-cassacao-de-bolsonaro/

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Mais um dia de traição do governo MG contra os educadores do Estado.

O texto a seguir reproduz informações do Blog da Beatriz, da direção estadual do SIND-UTE. Trata-se do resumo de uma triste história da educação no estado de Minas, sob a ótica de uma gestão classicamente neoliberal. O governo Anastasia afastou-se totalmente da proposta do Estado Social, inaugurado no Brasil pelo presidente Lula, e que permitiu a criação de uma Rede Proteção Social. A proposta do Estado Social constitui precisamente a grande alternativa para os paises europeus superarem a atual crise do capitalismo que varre todo o continente. O governo de Minas anda na contra-mão. E o resultado é este relatado pela Beatriz:  
Se o dia de hoje pudesse ser resumido em vitória do Governo e derrota do Sindicato, as consequências estariam restritas ao placar de um jogo político.


Mas a realidade da escola pública mineira, o que inclui a situação de seus profissionais, não é um jogo político e com o resultado da votação do projeto de lei substitutivo no. 05, todos que defendem uma educação pública de qualidade perderam. Resta saber quem saiu vitorioso com o resultado deste dia.

Foram 12 horas ininterruptas de discussão no plenário da Assembleia Legislativa.

A categoria optou por sair do subsídio. O Governo do Estado assinou um documento se comprometendo a aplicar o Piso Salarial na carreira. O Governador Antônio Anastasia não cumpriu o compromisso que assumiu.

Nesta noite de quarta-feira 51 deputados estaduais aprovaram o projeto de lei do governo tornando obrigatório o subsídio a partir de janeiro de 2012. A categoria perde novos biênios, quinquênios, trintenários, gratificação de regência, etc, perde o Piso Salarial Profissional Nacional.

Estes deputados estaduais votaram pela retirada de direitos da categoria e aprovaram o projeto de lei do subsídio: Alencar da Silveira Junior, Ana Maria Resende, Anselmo José Domingos, Antônio Carlos Arantes, Antônio Genaro, Antônio Lenin, Arlen Santiago, Bonifácio Mourão, Bosco, Célio Moreira, Dalmo Ribeiro, Deiró Marra, Délio Malheiros, Doutor Viana, Doutor Wilson Batista, Duilio de Castro, Carlos Henrique, Carlos Mosconi, Cássio Soares, Fabiano Tolentino, Fábio Cherem, Fred Costa, Gilberto Abramo, Gustavo Corrêa, Gustavo Valadares, Gustavo Perrella, Hélio Gomes, Henry Tarquinio, Inácio Franco, Jayro Lessa, João Leite, João Vitor Xavier, José Henrique, Juninho Araújo, Leonardo Moreira, Luiz Carlos Miranda, Luiz Henrique, Luiz Humberto Carneiro, Luzia Ferreira, Marques Abreu, Neider Moreira, Neilando Pimenta, Pinduca Ferreira, Romel Anízio, Rômulo Veneroso, Rômulo Viegas, Sebastião Costa, Tenente Lúcio, Tiago Ulisses, Zé Maia, Duarte Bechir.

Quando em janeiro de 2012 você perder os direitos de carreira que já adquiriu ou quando os profissionais de outros estados e municípios tiverem reajuste de 16% e Minas não praticar este reajuste, questionaremos os deputados estaduais que votaram contra a categoria.

Estes deputados estaduais defenderam a categoria: Adalclever Lopes, Adelmo Carneiro Leão, Almir Paraca, André Quintão, Antônio Júlio, Bruno Siqueira, Carlin Moura, Celinho do Sinttrocel, Durval Ângelo, Elismar Prado, Ivair Nogueira, Liza Prado, Maria Tereza Lara, Paulo Guedes, Pompilio Canavez, Rogério Correia, Rosângela Reis, Tadeu Leite, Ulisses Gomes, Sávio Souza Cruz.
 
Fonte: http://blogdabeatrizcerqueira.blogspot.com/

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Poemas para Lenir.

Seu nome é Lenir,


De repente tudo cessou.

Nem o silêncio contempla minhas miragens.

Entre o primeiro e o segundo trovão cada

intervalo

é o intervalo que o afasta do infinito.

Mas quando tudo cessa? Em vão pronuncio seu nome.

Alguma flor?

Algum jardim que se delineie na primeira vesperal da rosa?

Não.

Definitivamente a rosa se esquiva no primado de todos os perfumes.

E nenhum intervalo vem para compor mínima

sonata de primavera. Porque afinal a soma de todos os intervalos

em pouco ou nada roça o infinito.

Em bom tom pronuncio seu nome – Lenir.

Um verbo que procura seu infinitivo?

A cura de todas as curas? Lenitivos! Porque minha amada se foi?

Haverá transitoriedade perante o amor mil vezes proclamado?

No entanto de novo pronuncio – Lenir.

Uma síntese? Precária demais para se ocultar na outra face do tempo?

Se posso proclamá-la,

Se posso recitá-la,

Por que então partis te?

Nenhum vazio vem para contemplar-me a face.

No entanto franqueio meu coração

Para toda sua substancialidade.

e o verso do seu anverso.

A na antevéspera do outono

conjugo todos os tempos do teu nome. Assim

como se conjuga a vesperal do anti-tempo.

28/10/2011

seu eternamente, Fred

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A Lenir agora é luz que ilumina a nossa paz

A Lenir agora é luz que ilumina a nossa paz. No dia 24 de outubro de 2011 ela fez sua viagem (tenho certeza que não será a última) para uma das moradas do Grande Espírito. Para mim ela continua sendo minha amada eterna; para todos seus conhecidos, ela continua sendo a grande guerreira, que lutou até o fim desta etapa o bom combate. Fiquemos com sua luz, sua paz e com sua coragem.


De seu eterno amado - Fred -
seus filhos Fabricio e Diego,
suas noras Iza e Zana,
seus netos Caio, Catarina, Henrique e Sophia


 

Palavras do meu irmão Paulo para Lenir:
"Lenir sempre foi uma guerreira incansável, admirável. A sua força e energia vital são de uma dimensão incrível. É desta força presente dela que você Fred, os filhos, netos e nós também, amigos e parentes, necessitamos beber para superar este momento difícil.
Agora, liberta, Lenir esta trilhando o seu caminho de Luz. E esta sensação de sua liberdade é o que guardaremos como sentimento mais fundo da sua existência marcante e lutadora. De sua perspicácia, inteligência e beleza.(...)" Paulo, Marcya, Carlos e Yalis.  -
Recebemos muitas outras mensagens de força, na forma de abraços e palavras. Não conseguíriamos aqui reproduzí-las todas. Assim adotamos o telegrama do Paulo como representativo destas mensagens.

A todos que estiveram conosco neste momento, nossa profunda gratidão. Lenir teve a felicidade de receber os abraços de todos seus familiares e amigos.
Mas a Lenir (em luz) e eu fazemos um agradecimento particular a todos os meus alunos e professores colegas, da EE Emílio de Vasconcelos Costas, que vieram trazer-nos conforto.  

Que a luz da  Lenir possa iluminar o caminho de cada um de nós.

Do seu eternamente, Fred. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Frase atribuida ao Dalai Lama

Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito.  
Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Um quarto da população brasileira mal sabe ler e escrever. Porque prevalece uma visão neoliberal para a educação?

por Lucas Conejero



Segundo dados da última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – 2009) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 14 milhões de brasileiros são analfabetos e 29,5 milhões são analfabetos funcionais, todos trabalhadores humildes, do campo e da cidade. Ou seja, aproximadamente um quarto da população mal sabe ler e escrever. 
Elaborado em 1997 pela Comissão Organizadora do II Congresso Nacional de Educação e aprovado em plenária final, o primeiro Plano Nacional de Educação – Proposta da Sociedade Brasileira definiu metas, diretrizes, prioridades e estratégias de curto, médio e longo prazo. No auge da implantação do neoliberalismo no Brasil, a intenção era resistir, indicar um caminho viável, universalizar o direito à educação e fazer valer o artigo 6º da Constituição de 1988. 
Para isso, a comissão indicou a necessidade de investimentos sem precedentes na educação e a conta fechou em 10% do PIB. À época, o Congresso aprovou 7%, percentual vetado pelo governo FHC. O veto seguiu intacto durante o governo Lula e atualmente cerca de 5% do PIB financiam a educação pública nacional.

“Não podemos aceitar o argumento de que não há recursos. O pagamento da dívida pública, as isenções fiscais para o setor empresarial, o recurso público usado para a copa e as olimpíadas, o dinheiro público que se perde na corrupção. Há verba, é preciso rever as prioridades e garantir o investimento na implementação dos direitos sociais universais”, argumenta o manifesto da ANEL, entidade controlada por estudantes independentes e partidos de esquerda.

Na última semana, o deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), relator do PNE 2011-2020, afirmou que vai apresentar seu parecer em 15 dias e disse defender investimentos entre 7% e 10 % no texto. Direito constitucional e pilar fundamental de qualquer sociedade democrática, a educação representa a única saída para um futuro com progresso e justiça social.

Portanto, o momento é de comprometimento e participação da sociedade civil e da grande imprensa nas mobilizações, mas aqui no Brasil, infelizmente, isso é tão utópico quanto a democratização do ensino de primeiro grau e o fim da corrupção. Seja como for, os movimentos sociais brasileiros seguem escrevendo páginas de resistência na história do país e tenho certeza, vêem com bons olhos o retorno da UNE às trincheiras.

Lucas Conejero

Formado em jornalismo, Lucas Conejero foi diretor do Diretório Acadêmico de Comunicação e Artes e do DCE-Mackenzie. Atuou no departamento de comunicação de instituições do terceiro setor, é editor em um site do Portal Terra e colaborador do site de CartaCapital.