Devido às muitas mudanças na alocação das atividades no FSM, solicitada pelos proponentes, o programa impresso e a errata contém alguns erros.
A melhor maneira de se manter atualizado sobre a programação do FSM 2009 é fazer o download da planilha disponível neste link: http://tinyurl.com/fsm2009pt
A planilha pode ser vista em softwares como OpenOffice e Excel.
Ao usar esta planilha, é possível filtrar as atividades por data, local, organização proponente, país ou tipo de atividade.
Você também pode procurar por organizações, nomes de atividades, proponentes ou demais interesses específicos utilizando a busca destes softwares (geralmente CTRL+F ou CTRL+L, dependendendo do seu software ou língua).
Após uma trajetória dedicada à economia ecológica, à filosofia e à ciência política, o Theia Viva inicia uma nova fase. O blog passa a divulgar os Cadernos de Pesquisa em Psicanálise, com estudos sobre subjetividade, sofrimento psíquico e desafios clínicos contemporâneos. O percurso dialoga com Freud, Lacan, as tradições inglesas e autores que abrem novas fronteiras para a psicanálise.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Convite para Café Filosófico Clínico
Recebí este convite da Monica Aiub, do Instituto Interseção. O trabalho é sério e vale conferir. Veja o endereço:
"Nosso primeiro Café Filosófico Clínico do ano ocorrerá dia 05 de fevereiro, das 19:30às 21:30 na Livraria Martins Fontes - Av. Paulista, 509 - São Paulo.
Confira a transcrição dos cafés anteriores no site http://www.institutointersecao.com/cafefilo.htm
Conto com sua participação!
Abraços,
Monica
(11) 3337-0631
www.institutointersecao.com"
"Nosso primeiro Café Filosófico Clínico do ano ocorrerá dia 05 de fevereiro, das 19:30às 21:30 na Livraria Martins Fontes - Av. Paulista, 509 - São Paulo.
Confira a transcrição dos cafés anteriores no site http://www.institutointersecao.com/cafefilo.htm
Conto com sua participação!
Abraços,
Monica
(11) 3337-0631
www.institutointersecao.com"
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Fórum Social Mundial: CRIANDO ALTERNATIVAS DE TRANSFORMAÇÃO
O Fórum Social Mundial está sendo aberto hoje, em Belém (PA) em meio a uma grande expectativa, sobre as dimensões da crise econômica mundial e da onda de desemprego, que a cada dia é anunciada pelas grandes corporações. Aliás esta era uma crise anunciada. Ninguém, em sã consciência poderia reconhecer a sustentabilidade de um modelo de desenvolvimento mundial, fundado na globalização da exploração do capital. As elevadas taxas de crescimento do PIB mundial não foram acompanhadas de igual distribuição da renda e o nível de exploração dos recursos do planeta atingiu níveis nunca antes observados. Estes são os elementos que estarão no centro desta versão do FMS. Em um dos importantes painéis deste Fórum vou encontrar velhos conhecidos. Emir Sader, meu professor de política, na USP, em 1971 e Artur Henrique, atual presidente da Central Única dos Trabalhadores farão um debate sobre "A comunicação dos trabalhadores na disputa ideológica - A construção de novos instrumentos a partir de uma análise crítica dos meios". A organização desta mesa está sendo realizada por outra antiga conhecida: a secretária nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti.
Na avaliação de Emir, em sua nona edição, o FSM tem o desafio de atualizar-se frente à "luta real" contra o neoliberalismo e à nova configuração política da América Latina. "Desde que ele se fundou, a luta contra o neoliberalismo passou de resistência à construção de alternativas, do que a América Latina é a melhor expressão", avalia Emir.
Na avaliação de Emir, em sua nona edição, o FSM tem o desafio de atualizar-se frente à "luta real" contra o neoliberalismo e à nova configuração política da América Latina. "Desde que ele se fundou, a luta contra o neoliberalismo passou de resistência à construção de alternativas, do que a América Latina é a melhor expressão", avalia Emir.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Um Diagnóstico de Educação para Sete Lagoas (MG)
Um velho amigo, residente da cidade de Sete Lagoas, MG, pediu minha opinião, como professor de filosofia, sobre pontos fundamentais para uma política municipal de educação. Vou então iniciar esta conversa a partir de um espaço que considero especialmente relevante: a ação do diagnóstico pedagógico no modelo de educação.
A prática de um Diagnóstico Pedagógico é tão desafiadora (se não mais) do que a própria ação pedagógica. Um diagnóstico, qualquer diagnóstico, é uma forma de olhar, selecionar variáveis, discernir e, finalmente, formar juízos sobre os fatos e pessoas observadas. De um diagnóstico resulta uma recomendação de ação, que pretende estabelecer algum nível de ajuste em relação à situação diagnosticada. Naturalmente espera-se que o diagnóstico tenha como recurso de avaliação procedimentos avalizados pela nossa razão e por nossa sensibilidade (eu acrescentaria nossa intuição). No caso presente não se trata de um diagnóstico genérico: estamos falando de juízos sobre cenários pedagógicos. Como educadores estamos tratando de instrumentos, metodologias, habilidades e atitudes mobilizadas para avaliar educandos na sua capacidade de realizar uma aprendizagem. Não é uma tarefa fácil. Em primeiro lugar porque o próprio educador deve ser alvo desde diagnóstico: o desenvolvimento da autocrítica deveria constituir uma prática de legitimação de competências. Em segundo lugar e este, não é um desafio menor, está no próprio referencial do diagnóstico; quando discernimos o fazemos através de uma janela. O próprio ato de escolher esta e não outra janela envolve processo valorativo. O meu diagnóstico é constituído a partir de um modelo de certo ou errado, de saúde ou doente, de normal ou anormal, enfim de conjunto de valores que são priorizados como elementos de discernimentos. Poderíamos colocar um terceiro fator: a qualidade da formação dos nossos educadores. Em um cenário de déficit educacional tão elevado como no Brasil a sociedade se vê na contingência de improvisar a incorporação de quadros de professores de formação precária. E desta forma o Diagnóstico se obriga a um olhar ainda mais amplo, incorporando não só condições sociais específicas, mas também a própria política educacional do país. Esta é uma opinião pessoal: um Diagnóstico Pedagógico pode compor o repertório de atividades de um professor, mas ele vai muito além disto, requerendo visões multidisciplinares na sua elaboração, sob risco de transforma-se um instrumento de segregação, discriminação ou mesmo de validação de procedimentos pedagógicos inconseqüentes.
A prática de um Diagnóstico Pedagógico é tão desafiadora (se não mais) do que a própria ação pedagógica. Um diagnóstico, qualquer diagnóstico, é uma forma de olhar, selecionar variáveis, discernir e, finalmente, formar juízos sobre os fatos e pessoas observadas. De um diagnóstico resulta uma recomendação de ação, que pretende estabelecer algum nível de ajuste em relação à situação diagnosticada. Naturalmente espera-se que o diagnóstico tenha como recurso de avaliação procedimentos avalizados pela nossa razão e por nossa sensibilidade (eu acrescentaria nossa intuição). No caso presente não se trata de um diagnóstico genérico: estamos falando de juízos sobre cenários pedagógicos. Como educadores estamos tratando de instrumentos, metodologias, habilidades e atitudes mobilizadas para avaliar educandos na sua capacidade de realizar uma aprendizagem. Não é uma tarefa fácil. Em primeiro lugar porque o próprio educador deve ser alvo desde diagnóstico: o desenvolvimento da autocrítica deveria constituir uma prática de legitimação de competências. Em segundo lugar e este, não é um desafio menor, está no próprio referencial do diagnóstico; quando discernimos o fazemos através de uma janela. O próprio ato de escolher esta e não outra janela envolve processo valorativo. O meu diagnóstico é constituído a partir de um modelo de certo ou errado, de saúde ou doente, de normal ou anormal, enfim de conjunto de valores que são priorizados como elementos de discernimentos. Poderíamos colocar um terceiro fator: a qualidade da formação dos nossos educadores. Em um cenário de déficit educacional tão elevado como no Brasil a sociedade se vê na contingência de improvisar a incorporação de quadros de professores de formação precária. E desta forma o Diagnóstico se obriga a um olhar ainda mais amplo, incorporando não só condições sociais específicas, mas também a própria política educacional do país. Esta é uma opinião pessoal: um Diagnóstico Pedagógico pode compor o repertório de atividades de um professor, mas ele vai muito além disto, requerendo visões multidisciplinares na sua elaboração, sob risco de transforma-se um instrumento de segregação, discriminação ou mesmo de validação de procedimentos pedagógicos inconseqüentes.
domingo, 25 de janeiro de 2009
A DEMOCRIA AMADURECE NO BRASIL
61% dos brasileiros preferem a democracia a qualquer outro regime de governo, de acordo com recente pesquisa do Instituto Datafolha Este é o percentual mais elevado desde que a Folha iniciou este tipo de levantamento em 1989( nesta época era de 43% o percentual de brasileiros que preferia a democracia). Outro indicador importante: 60% dos entrevistados consideram que a situação da economia hoje é melhor do que no tempo da ditadura. Recado para saudosistas: coloquem a viola na sacola; o povo brasileiro está politicamente mais maduro, passados 25 anos do movimento das Diretas-Já.
UM APRENDIZADO PARA OBAMA:AS NAÇÕES QUEREM PARCEIROS E NÃO TUTELA.
Um trecho do discurso de posse do novo presidente norte americano causou mal estar entre diversos formadores de opinião progressistas, de acordo com a Agência Folha de São Paulo: (...) “e saibam que estamos preparados para liderar novamente”, disse Obama.
Uma das grandes críticas que se fazia ao governo Bush era seu unilateralismo belicista, que resultou no isolamento progressivo dos Estados Unidos. O sentimento geral é que os povos não precisam de nenhuma forma de nova liderança mundial, mas sim o estabelecimento de uma pluralidade democrática entre as nações. Os dirigentes e os povos sul-americanos querem é ser respeitados e rejeitam tutelas.Querem parceiros e o direito à autodeterminação. E este é apenas um dos desafios que Obama deverá enfrentar em seu mandato. Cada vez mais toma corpo o sentimento de uma nova ética internacional, fundada em relações holo-ecológicas constitui a base da cooperação entre as nações e a superação de toda forma de imperialismo. Este com certeza será um dos temas que tomará conta do Forum Social Mundial que se inicia no próximo dia 27, em Belém (PA).
Uma das grandes críticas que se fazia ao governo Bush era seu unilateralismo belicista, que resultou no isolamento progressivo dos Estados Unidos. O sentimento geral é que os povos não precisam de nenhuma forma de nova liderança mundial, mas sim o estabelecimento de uma pluralidade democrática entre as nações. Os dirigentes e os povos sul-americanos querem é ser respeitados e rejeitam tutelas.Querem parceiros e o direito à autodeterminação. E este é apenas um dos desafios que Obama deverá enfrentar em seu mandato. Cada vez mais toma corpo o sentimento de uma nova ética internacional, fundada em relações holo-ecológicas constitui a base da cooperação entre as nações e a superação de toda forma de imperialismo. Este com certeza será um dos temas que tomará conta do Forum Social Mundial que se inicia no próximo dia 27, em Belém (PA).
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Missa Crioula e Missa Luba
Nos idos de 1965 meu pai tinha uma boa coleção de discos e, um deles, que me atraia em particular era uma versão de músicas sacras, tocadas em um rítmo que eu não conhecia: a Missa Crioula. Muito tempo depois fiquei sabendo que tratava-se de um trabalho de autoria de Ariel Ramírez, compositor argentino, que a escreveu como uma forma de preservar e fomentar ritmos musicais da cultura Guarani, formadores da identidade cultural argentina, de onde extraiu o seu nome.
A obra está dividida, como tradicionalmente, em cinco partes — Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus e Agnus Dei. Em todas elas está presente, além dos ritmos andinos, uma estrutura de escrita musical dissonante, característica marcante do século XX.
Você pode ouvir estas músicas digitando no YouTube (veja acesso abaixo) o nome Missa Crioula. Vale a pena conferir. Da mesma forma você poderá conhecer a beleza da Missa Luba, tocada em ritmo dos tambores africanos. São simplesmente lindas.
A obra está dividida, como tradicionalmente, em cinco partes — Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus e Agnus Dei. Em todas elas está presente, além dos ritmos andinos, uma estrutura de escrita musical dissonante, característica marcante do século XX.
Você pode ouvir estas músicas digitando no YouTube (veja acesso abaixo) o nome Missa Crioula. Vale a pena conferir. Da mesma forma você poderá conhecer a beleza da Missa Luba, tocada em ritmo dos tambores africanos. São simplesmente lindas.
Assinar:
Postagens (Atom)