sexta-feira, 17 de abril de 2015

Arte: Angelica Pinheiro
Jornal GGN – Lideranças de partidos de oposição ao governo receberam, na quarta-feira (15), alguns dos agitadores dos protestos dos dias 15 de março e 12 de abril - entre eles, Rogério Chequer, do Vem Pra Rua. Durante o encontro, figurões como Agripino Maia (DEM), Ronaldo Caiado (DEM), Mendonça Filho (DEM), Paulinho da Força (SD), Aécio Neves (PSDB) e Roberto Freire (PPS) tiveram a oportunidade de esbravejar contra os casos de corrupção que desgastam o PT e a gestão Dilma Rousseff.
Chama atenção, entretanto, a ficha dos defensores da ética e do combate indiscriminado à corrupção. Associação com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, prisão por fraudes e desvios em grandes obras, contas em paraísos fiscais em nome de familiares, recebimento de propina, recursos de campanha questionados na Justiça e até falsificação de documentos para criação de partido fazem parte do histórico de acusações e dos relacionamentos intrigantes que envolvem as estrelas políticas do encontro em tela.
GGN fez uma breve seleção:
1 - Aécio Neves (PSDB)
O neto de Tancredo Neves que construiu um aeroporto de R$ 14 milhões no terreno do tio-avô já foi questionado na Justiça sobre o paradeiro de mais de R$ 4 bilhões que deveriam ter sido injetados na saúde de Minas Gerais. O caso Copasa contra o ex-governador foi engavetado. Destino semelhante tiveram as menções a Aécio na Lava Jato. O tucano foi citado por Alberto Youssef como beneficiário de propina paga com recursos de Furnas. Para o procurador-geral da República, isso não sustenta um inquérito. Rodrigo Janot também cuida de outro escândalo que leva a Aécio, sob a palavra-chave Liechtenstein (um principado ao lado da Suíça). Investigando caso de lavagem de dinheiro, procuradores do Rio de Janeiro chegaram a uma holding que estava em nome da mãe, irmã, ex-mulher e filha do tucano. Esse inquérito está parado desde 2010 na gaveta do Procurador Geral da República.
2- Agripino Maia (DEM)
Presidente do DEM, Agripino Maia foi dono das expressões mais sugestivas de defesa da luta contra a corrupção. "Chegou a hora de colocar o impeachment [de Dilma Rousseff]", disse no encontro com os manifestantes anti-governo. O senador tem em seu currículo a acusação de receber R$ 1 milhão em propina, em um esquema que envolvia a inspeção de veículos no Rio Grande do Norte, entre 2008 e 2011. Coordenador da campanha presidencial de Aécio, o democrata, em 2014, teve seu caso arquivado no MPF pelo ex-procurador-geral da República Roberto Gurgel. Mas foi reaberto há sete meses por Janot, e agora está sendo investigado no Supremo Tribunal Federal (STF).

3- Ronaldo Caiado (DEM)
O senador Ronaldo Caiado (DEM) é associado ao bicheiro Carlinhos Cachoeira por supostamente ter recebido verba ilícita nas campanhas de 2002, 2006 e 2010. Cachoeira foi denunciado por tráfico de influência e negociava propinas para arrecadar fundos para disputas eleitorais. O bicheiro foi preso em 2012 por operação da Polícia Federal que desbaratou esquema de adulteração de máquinas caça-níquel. Caiado foi citado nesse contexto, recentemente, por Demóstenes Torres. Ele teria participado de negociação entre Cachoeira e um delegado aposentado que queria ampliar esquemas de jogo ilegal. Até familiar do democrata já foi alvo de denúncia. O pecuarista Antônio Ramos Caiado, tio de Caiado, está na lista suja do trabalho escravo.

4- Roberto Freire (PPS)

Uma das principais acusações que pesam contra o presidente nacional popular-socialista é de envolvimento com o Mensalão do DEM. A diretora comercial da empresa Uni Repro Serviços Tecnológicos, Nerci Soares Bussamra, relatou que o partido praticava chantagem e pedia propina para manter um contrato de R$ 19 milhões com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, comandada pelo deputado Augusto Carvalho. Freire teria sido beneficiado no esquema.

5- Paulinho da Força (SD)
O presidente do Solidariedade, segundo autoridades policiais, participou de esquema de desvio de recursos do BNDES. Um inquérito foi aberto no STF para investigar o caso. Em 2014, a Polícia Federal também indiciou a sogra e outras duas pessoas ligadas ao deputado federal sob suspeita de falsificarem assinaturas para a criação do Solidariedade. Gilmar Mendes conduzirá, ainda, a apuração em torno da suposta comercialização de cartas sindicais (uma espécie de autorizações do Ministério do Trabalho para a criação de sindicatos) por Paulinho, dirigente da Força Sindical. Consta nos registros que cada carta era vendida por R$ 150 mil.
6- Mendonça Filho (DEM)
Em fevereiro de 2014, Mendonça se envolveu em uma polêmica por querer indicar deputado acusado de duplo homicídio pelo Supremo Tribunal Federal para presidir a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Julio Campos (DEM), ex-governador do Mato Grosso, afirmou que Mendonça teria dito que a indicação era uma "homenagem". O deputado federal de Pernambuco já foi preso pela Justiça eleitoral sob acusação de fazer carreata no dia de votação, mas o STF decidiu que não houve crime eleitoral. Um documento daOperação Castelo de Areia citava contribuição suspeita de R$ 100 mil da Camargo Correa a Mendonça, para sua tentativa de ser prefeito do Recife. Ele admitiu que recebeu R$ 300 mil da empresa, mas alega que foram doações dentro das conformidades.
7- Carlos Sampaio (PSDB)
O deputado mais votado da região de Campinas (SP) recebeu R$ 250 mil de uma empreiteira envolvida no esquema de corrupção da Petrobras investigado na Operação Lava Jato. Sua última campanha arrecadou, oficialmente, R$ 3 milhões. Não há comprovação sobre a lisura da doação. Sampaio, coordenador jurídico do PSDB e autor do pedido para que Aécio fosse empossado no lugar de Dilma Rousseff, teve reprovada a sua prestação de contas referente às eleições para a Assembleia de São Paulo, em 1998, e às eleições municipais de Campinas, em 2008.
8- Luiz Penna (PV)
O presidente do PV também aparece um tanto escondido na fotografia. Irregularidades já remetidas à prestações de contas do partido incluem seu nome. Em 2006, por exemplo, boa parte dos R$ 37,8 mil gastos em passagens aéres e R$ 76,8 mil com diárias de campanhas eleitorais foram atribuídos a José Luis Penna. Na época, servidores do TSE apontaram ausência de documentos que comprovassem os gastos e uso de notas frias, indicando empresas fantasmas que teriam prestado os serviços. O corpo técnico do Tribunal sugeriu a rejeição das contas do partido de 2004, 2005 e 2006. O deputado federal respondeu a dois processos judiciais, um pelo TRE-SP, rejeitando a sua prestação de contas à eleição de 2006, e outra pelo TSE reprovando as contas do PV de 2004. 
9- Flexa Ribeiro (PSDB)

O hoje senador já foi preso pela Polícia Federal em 2004, na Operação Pororoca, por fraude em licitações de grandes obras realizadas no Amapá. Foi acusado de corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, tráfico de influência, peculato, prevaricação, usurpação de função pública e inserção de dados falsos em sistema de informações.

10- Antonio Imbassahy (PSDB)

O deputado federal tucano era prefeito de Salvador em 1999, quando contratos suspeitos foram assinados com as empresas Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Siemens, que formavam o consórcio responsável pelo metrô da capital baiana. O Ministério Público Federal investiga osuperfaturamento nas obras, que gira em torno de R$ 166 milhões. Até agora, dois gestores indicados por Imbassahy à época e duas empresas foram indiciadas. O tucano é o vice-presidente da CPI da Petrobras, que investiga desvios de verbas da estatal, onde diretores da Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa também aparecem como réus. Imbassahy foi acusado pelo PT de se aproveitar do posto na CPI para pedir documentos à Petrobras e vazar para a imprensa. 
11- Beto Albuquerque (PSB)
Ex-colaborador do governo Tarso Genro (PT) no Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque (PSB) foi envolvido na intriga que rendeu a queda do então diretor-geral do Departamento de Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) José Francisco Thormann. Thormann se antecipou a uma demissão após a imprensa local ter revelado que ele viajou à Suiça às custas de uma empresa privada subcontratada para fazer obras no Estado. Em nota de defesa, Thormann afastou suspeitas sobre o fato, e revelou que Beto Albuquerque, quando secretário de Infraestrutura do Estado, também fez viagens ao exterior bancadas por empresas que detinham contratos com o poder público. Quando a notícia surgiu, Beto já não era secretário - tinha deixado a gestão petista para reforçar a bancada do PSB na Câmara Federal.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Delegados deixaram digitais: achavam que o golpe ia dar certo

Rportagem de Júlia Duailibi, publicada em O Estado de S. Paulo revelou: no período eleitoral, delegados da Polícia Federal (PF) usaram as redes sociais para elogiar Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência, e para atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff, que disputava a reeleição, bem como a replicar conteúdos críticos aos petistas.
Esses policiais, que mostraram ser anti-petistas militantes e radicais, são simplesmente os responsáveis pela Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras, empreiteiras, doleiros, partidos políticos, funcionários e ex-funcionários da estatal.
Pela primeira vez os rostos desses delegados estão sendo mostrados. Para isso, contamos com a preciosíssima colaboração do NaMariaNews, que também nos ajudou na busca dos vídeos, das imagens e dos links que aparecem nos PS do Viomundo, ao final da matéria. Como os delegados mudam de nome dependendo da situação, a pesquisa foi bastante difícil.
São eles:
Igor Romário de Paula, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado
2 - 1- Igor Romario de Paula
As investigações da Lava Jato estão sendo conduzidas por delegados vinculados a Igor Romário de Paula, que responde diretamente a Rosalvo Ferreira Franco, superintendente da PF do Paraná.
Igor Romário de Paula, que atuou na prisão do doleiro Alberto Youssef, participa de um grupo do Facebook chamado Organização de Combate à Corrupção (OCC), cujo “símbolo” é uma imagem da Dilma, com dois grandes dentes incisivos para fora da boca e coberta por uma faixa vermelha na qual está escrito “Fora, PT!”
Márcio Adriano Anselmo, coordenador da Operação Lava Jato
10 - 9- Marcio Anselmo 2
Márcio Adriano Anselmo foi quem, no Facebook, afirmou: “Alguém segura essa anta, por favor”, em uma notícia cujo título era: “Lula compara o PT a Jesus Cristo”
Na reta final do 2º turno, fez comentários em outra notícia, na qual Lula dizia que Aécio não era “homem sério e de respeito”.
Escreveu: “O que é ser homem sério e de respeito? Depende da concepção de cada um. Para Lula realmente Aécio não deve ser”.
O delegado apagou há poucos dias o seu perfil no Facebook.
Maurício Moscardi Grillo, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários
15 - 12-Mauricio Moscardi Grillo em VIDEO 1-003
Maurício Moscardi Grillo é o responsável por apurar a denúncia de grampos na cela de Youssef.
Segundo a reportagem de Júlia Duailibi, ele aproveita a mensagem de Márcio Anselmo, para se manifestar sobre Lula: “O que é respeito para este cara?”
Grillo também compartilhou uma propaganda eleitoral do PSDB, como a que dizia que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobrás.
“Acorda!”, escreveu ele ao comentar a reportagem da Veja, que foi às bancas na quinta-feira anterior ao segundo turno: “Lula e Dilma sabiam de tudo”.
Erika Mialik Marena, da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e Desvios de Recursos Públicos do Paraná
Erica
Na delegacia de Erika Mialik Marena, estão os principais inquéritos da operação Lava Jato.
Em uma notícia sobre o depoimento de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás à Justiça Federal, ela comenta: “Dispara venda de fraldas em Brasília”.
No Facebook, usava o codinome “Herycka Herycka”. Após a reportagem de Júlia Duailibi,  seu perfil foi retirado dessa rede social.
A denúncia envolvendo esses quatro delegados da PF é gravíssima.
Estranhamente, a mídia deu pouca repercussão a ela.
Estranhamente também, até a hora do almoço da quinta-feira, 13 de novembro, a Polícia Federal, o Ministério da Justiça, a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal (STF) não haviam se manifestado sobre a denúncia do Estadão.
Viomundo contatou então as quatro instituições, via suas respectivas assessorias de imprensa. Primeiro, por telefone. Depois, por e-mail, fazendo vários questionamentos.
Uma pergunta comum a todos:
–  Que providências pretende tomar em relação ao caso?
Ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, perguntamos também:
– A partidarização explícita dos delegados da PF envolvidos na Lava Jato não contamina o resultado da investigação, já que eles demonstraram evidentes objetivos políticos?
– A partir de agora a Lava Jato não fica sob suspeição?
Ao ministro Teori Zavascki , do STF, indagamos:
–  O comportamento dos delegados da PF não contamina a investigação, comprometendo o inquérito?
– A partir de agora a Lava Jato não fica sob suspeição, inclusive as delações premiadas?
À Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde fica a sua sede, perguntamos:
– O que a PF tem a dizer sobre os evidentes objetivos políticos desses delegados?
Na parte 1 da entrevista abaixo, o delegado Maurício Moscardi Grillo  fala aos 2,06 minutos sobre a PF e como deve deve agir em casos policiais. Imperdível.
Ele diz que a Polícia Federal é republicana. Exatamente o oposto do que fizeram os quatro delegados da PF durante as eleições de 2014.
Por isso, perguntamos também à Polícia Federal, via sua assessoria de imprensa:
–  Como a sociedade vai confiar numa Polícia Federal que não agiu de forma republicana nessas eleições, mas politicamente em favor do então candidato do PSDB, Aécio Neves, e contra a candidata do PT, Dilma Rousseff, e o ex-presidente Lula?
Do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, quisemos saber, entre outras coisas:
– Quais seriam as medidas punitivas aos envolvidos no caso?
– Como a sociedade vai confiar numa Polícia Federal que não age republicanamente, mas sistemática e politicamente em favor do PSDB e contra o PT?
Nenhum respondeu. Insistimos por telefone.
Questionada de novo, a Polícia Federal disse que não se manifestaria sobre o caso.
O procurador-geral Rodrigo Janot também não respondeu. A assessoria de imprensa da PGR, em Brasília, alegou que ele estava em São Paulo e não tinha sido possível contatá-lo. Desculpa, no mínimo, estranha, já que existe celular hoje em dia e de de vários modelos. Não seria mais digno dizer que não iria se manifestar e pronto?
Como o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não respondeu às nossas quatro perguntas, acrescentamos agora uma nova:
– O senhor concorda com a nota dos procuradores do Ministério Público Federal, seção Paraná, em apoio aos delegados da PF?
A íntegra da nota:
Operação Lava Jato: Membros da força-tarefa do Ministério Público Federal manifestam apoio a delegados, agentes e peritos da PF
Os Procuradores da República membros da Força-Tarefa do Ministério Público Federal, diante do teor da reportagem “Delegados da Lava Jato exaltam Aécio e atacam PT na rede”, publicada pelo jornal “O Estado de São Paulo” nesta data, vem reiterar a confiança e o apoio aos delegados, agentes e peritos da Polícia Federal que trabalham nessa operação.
Em nosso país, expressar opinião privada, mesmo que em forma de gracejos, sobre assuntos políticos é constitucionalmente permitida, em nada afetando o conteúdo e a lisura dos procedimentos processuais em andamento.
A exploração pública desses comentários carece de qualquer sentido, pois o objetivo de todos os envolvidos nessa operação é apenas o interesse público da persecução penal e o interesse em ver reparado o dano causado ao patrimônio nacional, independentemente de qualquer coloração político-partidária.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, também nada respondeu.
No início da noite, a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça nos prometeu enviar o áudio da coletiva de Cardozo, dada um pouco antes em Brasília. Ficou na promessa. Mais uma vez o vazio.
Como bem observou Fernando Brito, do Tijolaço, no post  Cardoso, o Lento, pede sindicância sobre “delegados do Aécio”, o ministro da Justiça “resolveu agir 12 horas depois que o país tomou conhecimento de que os delegados federais da Operação Lava-Jato participavam, no Facebook, de animadas e desbocadas tertúlias sobre a investigação que conduzem”.

terça-feira, 14 de abril de 2015

OS MITOS FUNDADORES NA RAIZ DA MOBILIZAÇÃO SOCIAL.

Parece existir de forma difusa na sociedade brasileira a presença mobilizadora do Mito Fundador da Grande Redenção, originário da cultura abraâmica ocidental. Sempre que ocorrem grandes mobilizações populares, tanto à esquerda como à direita do espectro social, fica a sensação que na hora seguinte ocorrerá um momento mítico em que o povo, enfim liberto da escravidão, poderá entrar na Terra Prometida, onde jorra o Leite e o Mel. Nesta busca mítica quase sempre tem espaço para figura de um líder carismático, a exemplo do papel exercido por Moisés. 
Escravo, o povo procura seu libertador e aquele que o conduzirá a caminho do Reino. Em muitos momentos as religiões e seus líderes representam estes papéis, em outros partidos políticos que o fazem. Em momentos de crise muitos se expressam apenas como massa e passam a ser alvo de aventureiros. As dores existenciais do sujeito social não podem ser tomadas como fantasias, Mas não se pode fortalecer nem admitir o espaço que os aventureiros tentam escalar em tais momentos. O momento requer lucidez e uma fé, que até pode ser ingênua, no poder resolutivo da estrutura da na nossa democracia, É neste espaço que construímos nossa liberdade e expressamos nossos valores de generosidade e compaixão.

terça-feira, 10 de março de 2015

Companheiros do PT e aliados de esquerda: estamos errados.

Falta-nos táticas e estratégia. Deste jeito estamos provocando a derrota de um projeto de emancipação popular, inaugurado pelo presidente Lula. A luta não é moral, é ideológica. Se não soubermos definir nossa direção vamos ser derrotados pelos projetos de interesse do capital financeiro. Fazer autocritica não é fraqueza. Fazer autocrítica sempre foi a nossa força. Em nossa caminhada poderemos ser acusados de tudo e até ser preso injustamente por isto. Isto não deve nos enfraquecer. O que pode nos enfraquecer é abrir mão da luta pela democracia e pela justiça social. O exercício do poder não pode nos envaidecer. O exercício do poder só nos serve como instrumento de aplicação democrática de justiça e da emancipação coletiva.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

PONTOS PROGRAMÁTICOS PARA UMA AGENDA PARA O BRASIL - 2015-2019

1 – Iniciar imediatamente os debates para a instalação de uma Constituinte tendo como foco todas as reformas políticas.
2 – Ampliar o esforço de combate generalizado a toda forma de corrupção, com investigações, julgamentos, veredicto e aplicação do veredicto.
3 – Reafirmar os procedimentos de controle da inflação, sem comprometimento do emprego, da remuneração do trabalho e dos programas de inclusão social.
4 – Renegociar uma nova política industrial que contemple majoritariamente o capital nacional, a sustentabilidade ecológica.
5 – Ampliar os programas de qualificação da educação e incentivo à pesquisa e à tecnologia, considerando o particular valor da tecnologia social e da pesquisa voltada para a maior qualificação ética da apropriação da natureza.
6 – Ampliar o investimento na Agricultura Familiar e da questão fundiária, promovendo também a Economia Familiar Urbana dentro do modelo da chamada Economia Plural.
7 – Promover um amplo programa de proteção da saúde contra sua sujeição aos critérios de mercado e reserva de domínio a setores profissionais restritos. A mercantilização da saúde continua sendo a grande barreira para ações de sua emancipação.
8 – Prosseguir e aprofundar os programas de infraestrutura do país, incluindo a visão social do uso do espaço urbano e sua mobilidade.
9 – Rever o sistema tributário com maior tributação do capital financeiro, grandes riquezas, grandes heranças e capital especulativo e isenção de tributação das receitas do trabalho. Centrar a tributação no consumo do supérfluo.
10 – Promover amplo debate sobre a criminalização de toda forma de preconceito, incluindo a discriminação social, de gênero, de opção afetiva, de raça e de grupos regionais.


Frederico Drummond – Psicoterapeuta e professor de filosofia. 

sábado, 11 de outubro de 2014

SAI MAIS UMA FRAUDE DE PESQUISA E DECLARAÇÃO DA ISTOÉ/ENSUS QUE RESULTADOS PRÓ AÉCIO É IRREVERSÍVEL.
1 - Pesquisa divulgada pela Istoé/Sensus dá conta que Aécio soma 52,4%, Dilma 36,7% e os indecisos, brancos e nulos são 11%..
2 - Comparando este resultado com o total de eleitores que votou no primeiro turno (115122883) - ou seja com uma abstenção de 19,3 - Aécio teria hoje 60.324.391; Dilma teria 42.250.098 e os brancos e nulos 12.663.517,
3 - Confrontado com o primeiro turno Aécio teria se beneficiado com a migração de todos os votos de Marina (22176619) e de todos os votos dos partidos pequenos, incluindo os de esquerda (3682304).
4 - Dilma teria perdido agora 1.017.570 quando comparado com o primeiro turno.
5 - Estes números são altamente improváveis porque seria um caso de migração de votos e perda em relação ao primeiro turno totalmente desproporcional com os votos deste mesmo primeiro turno e as pesquisas recentes do IBOPE E DATAFOLHA.
6 - O Datafolha em sua última pesquisa registrou uma aprovação do governo Dilma em torno de 75% e um empate entre Dilma e Aécio, resultados mais prováveis considerando o tamanho da amostra dos dois institutos.
7 - É preciso iniciar uma auditoria nestas pesquisas porque O GOLPE CONTRA A DEMOCRACIA CONTINUA A PLENO VAPOR,
Frederico Drummond - psicoterapeuta e professor de filosofia.

domingo, 5 de outubro de 2014

PORQUE VOTO EM DILMA. PORQUE CONVIDO VOCÊ A VOTAR EM DILMA.

Hoje um grupo de conhecidos e parentes me ligou perguntando em quem eu vou votar para presidente e porque motivo. Pois bem, de uma forma muito sintética vou resumir minhas razões.
Desde que me entendo por gente persigo um caminho espiritual iluminado pela busca da generosidade e da compaixão, senho esta busca o sentido da minha vida. Nasci no ambiente de uma família católica. Todavia o Deus do meu coração tem a face mansa de Jesus. Não a face dos poderosos, do ritualismo formal e de qualquer tempo de pedra. Foi sua mensagem que guiou minhas escolhas, Compaixão, alteridade, perdão incondicional, generosidade são valores que passei a buscar na minha jornada política. Neste caminho tive um forte inspiração em um antropólogo/ teólogo Pierre Teilhard de Chardin. A visão de toda a natureza impregnada pelo divino (Deus ao mesmo tempo imanente e transcendente) levaram muitos a identificar Chardin como Panteísta. Isto para mim nunca foi negativo. Muito ao contrário. A presença de Deus na natureza, como dizia o filósofo, Espinosa, não diminui Deus, mas eleva a Natureza. Olhando então para esta Natureza, que possui história, o que posso ver em todos os cantos? Não são os ensinamentos de Jesus que encontro na história moderna da humanidade. Muito ao contrário. Na história foi possível reconhecer um sistema social, econômico e político que nada favorece a trajetória espiritual de promover os pobres e todos os excluídos dentro desta mesma história. Desta forma e, desde então, minhas buscas e minhas escolhas tiveram esta direção. Nos últimos 12 anos o Brasil passou por uma experiência de sair do Mapa da Fome. Um relatório da ONU diz: “A fome deixou de ser endêmica no Brasil. Hoje, o país é um exemplo mundial de que é possível reduzir a fome de forma significativa, eficaz e digna. Compromisso político, investimentos, políticas públicas integradas e coordenadas e participação social são fatores que explicam o Brasil ter saído do mapa da fome." 
A FAO cita como fatores que ajudam a explicar o êxito brasileiro na luta contra a fome a prioridade política dada à segurança alimentar pelo governo e o aumento dos investimentos públicos; a participação e controle social; a criação e reforço de políticas públicas que tocam nessa questão; a coordenação entre as diferentes ações tanto a nível federal quanto aos níveis estaduais e municipais; a vinculação entre políticas produtivas e sociais; e o fortalecimento do marco legal assegurando o direito à alimentação.
Os atos de corrupção praticado por petistas ou por grupos e pessoas ligados a qualquer outro partido, empresa ou organização são atos de sabotagem a este projeto de emancipação dos pobres. Por isto Dilma os combate com uma coragem juvenil. Nenhum corrupto ou sistemas econômicos capitalistas podem impedir os pobres se emanciparem.
Este era o sonho do Betinho. irmão do Henfil, Deste sonho eu compartilho e reconheço DILMA como a candidata mais experiente e competente para concluir esta missão. Por visto voto nela sem a mínima sombra de vacilação ou dúvida.